o Amstaff
3. o seu amstaff

Generalidades

A espécie canina tem centenas de raças; as raças ainda podem ter variedades (pelagem, tamanho) e podem ainda ter linhagens de sangue. Ao escolher um cão a pessoa vai trilhando um caminho com bifurcações seguidas. Decide primeiro pela raça, depois se macho ou fêmea, numa determinada cor, para isso fia-se pelo gosto pessoal, necessidade de momento, pelas explicações encontradas na mídia. Todos dirão a mesma coisa: raça X é assim e tal. Uns replicando outros, desfilam a ficha da raça como se fosse um aparelho produzido em série que não se diferenciassem entre si.

Toda raça é boa. Ou melhor, toda raça conterá indivíduos péssimos, ruins, medianos, bons, ótimos. Os padrões preveem um cão idealizado. Na prática os criadores tentam produzir cães como descritos no standard. Para isso precisam ter um casal muito bom, e que "passe" suas qualidades, e ainda escolher corretamente um filhote na ninhada. Um erro numa das fases já compromete o resultado final.

Um casal bom requer análise do fenótipo (sua aparência), análise da genealogia, os ascendentes contidos, a incidência de doenças herdáveis, as características que estão estabilizadas.

Há cães que produzem cópias bem próximas a si e outros que nada tem em comum com seus descendentes. Se cães parecidos são cruzados, estão reforçando suas características na genética de seus filhos, já cães diferentes entre si, criam combinações genéticas variadas que diminuem a probabilidade de serem arranjadas de forma a espelhar os pais. Em temperamento a coisa piora, estudiosos apontam que a transmissibilidade genética de temperamento gira na casa dos 30 a 35%.

Tendo a ninhada para se escolher o filhote, é necessário saber o que se busca. Se pretende obter um reprodutor, um trabalhador, um companheiro. Pode haver um cão que reúna condições para todos os propósitos, como um que não sirva pra coisa alguma.

Todas as fases são importantes. Ter um casal valioso mas que não reforce suas qualidades na ninhada, ou um casal excepcional que se replique bem, mas no fim tenha sido escolhido um filhote ruim, são processos com o mesmo resultado ruim.

A cada época teremos um quadro na criação total de uma raça. No início pode ser que foram importados reprodutores campeões, dando um ponta-pé na criação nacional da raça estreante muito bom. Com o tempo filhotes medianos acabarão por se reproduzir e produzirão cães ruins. Num dado momento se toda a população racial não passar por um juízo para decidir pelos bons cães para reprodução, acabará levando a um número superior de cães sofríveis, dando a impressão de que a raça não presta. Se houver procura (sucesso comercial) o processo é certo e rápido. Um número pequeno de indivíduos da raça não é certeza de qualidade total, mas certamente leva a um quadro bem mais animador. Assim o plantel numa região (país, continente) num dado momento é variável. Se maioria de indivíduos da raça são bons ou ótimos, pode se considerar que a "raça é boa" pois a chance de um filhote aleatoriamente escolhido vir a refletir grande parte dos itens do padrão é grande.

 

São bons sinais, mas não garantem um bom cão.

Tempo de criação do criador: há quem crie errado por 30 anos ...

Quantidade de cães do canil: se o plantel for fraco e ou não se escolher bem o casal a reproduzir, teremos uma ninhada tão ruim como a de um canil com um único casal ruim.

Ter pedigree: numa ninhada todos são registrados, bons ou ruins.

Premiação, títulos: é prenúncio de um cão bom mas já vimos cães com inúmeros títulos de estrutura que tinham pele problemática, ou dentição (mordedura) ruim, linhas sem harmonia, temperamento fraco; e cães com título de trabalho com bom temperamento mas com estrutura pouco recomendável à reprodução para produção de cães 'show quality'.

Pais bons: um cão pode passar ou não suas qualidades ao filho; um casal de sangue aberto não produz réplicas suas, nem filhotes iguais entre si.

Ascendentes importados ou linhagens antigas: um super campeão, um cão importado, podem ser excepcionais, ocorre que um filhote é a soma de dois genitores , de 4 avós, de 8 bisavós e assim por diante; Um pai fenomenal ainda é metade da genética, fora a questão de recessividade e dominância. A participação de um avô cai para 25% ou bisavô que é de 12%. Ter um avô fenomenal ainda implica na possibilidade de outros 3 (um avô e duas avós) 'pangarés'. Vemos anúncios onde frisam mais um avô ou até bisavô que o próprio filhote.

Ocorre uma inexplicável valorização seletiva. Festeja-se um cão fenomenal na linha genealógica, porém localizado na sexta geração anterior! O cão festejado pode ser um tataravô com outros 63 tataravós que colaboraram igualmente na genética !

Obviamente todo o elencado pode facilitar o encontro de um cão de ouro, mas há que se precaver, pois verdadeiros comerciantes acabam oferecendo cães que de campeão tem apenas o preço.

 

 

Questões frequentes

1. A raça "X" é boa pra guarda?

R: Toda raça é boas, mas não se basta. Desde que a raça seja considerada como destinada para a função, há chance de encontrar um bom cão para tal. Não basta ser da raça para que o indivíduo execute satisfatoriamente o trabalho. Ele deverá reunir um conjunto de características que o tornarão funcional para guarda. Algumas raças podem não estar catalogadas por clubes e periódicos como "guardiãs" mas apresentarem indivíduos muito bons para tal.

 

2. Tive um cão da raça 'Y', mas não prestava, a raça 'Z' é boa? Ou, tive um cão da raça tal e era excepcional, quero outro dessa raça.

R: A pessoa adquire um cão sem ter conhecimento necessário, sem orientação, sem seleção alguma, o que torna o processo, uma loteria. Com o crescimento do cão e a frustração que se segue, essa pessoa vai atribuir o fracasso daquele filhote como um padrão de toda a raça dele. E "muda de raça" acreditando que encontrará um ótimo cão bastando, (novamente) pegar qualquer filhote.

 

3. Então qual a raça boa? Qual a maneira correta de adquirir um cão de guarda?

R: A pessoa tem total liberdade de escolher uma raça, a cor e o gênero (sexo) do filhote, isso não vai influir no desempenho do cão. Apenas isso. Daí em diante deverá ter um criador que entenda de cão de trabalho, que tenha um plantel de cães de trabalho, que selecione os filhotes e reprodutores, e que saiba escolher um filhote com aptidão para a função. Tempo de criação, quantidade de cães , instalações suntuosas, propagandas charmosas não são garantias de boa escolha de cão. O criador precisa entender de temperamento, de impulsos, etc. Há grandes criadores que dominam a arte de criar pela estrutura e que cientes de suas limitações e da importãncia do temperamento, contratam treinadores para opinarem quanto à seleção na parte funcional de seu plantel.

 

4. Quero um filhote bem novinho pra acostumar com a família.

R: Típico dos clientes e compreensível. Aceitável e inofensivo quando a aquisição for de um pet, mas um absurdo gigantesco para quem busca um cão de guarda, um campeão de exposição, um reprodutor. O cão é espécie gregária, assim que muda de grupo social faz de tudo para se integrar e ambientar na nova casa para garantir sua sobrevivência. No Sacrata já adquirimos diversos cães com mais de três anos por exemplo, alguns com cinco, sete anos, sem problemas de controle e nem de brigas entre os cães. O cão formado dá a certeza da escolha, um cão com 18 meses já tem a estrutura definida e o temperamento estabilizado, você está vendo o que o cão será por toda a vida. Um filhote é uma 'loteria' . Ele mostra prenúncios do que pode vir a ser.

R

5. O Amstaff é bom pra guarda?

R: A raça tem um histórico complexo. Se considerarmos a fase pré-1936, teremos cães de fazenda que executavam serviços variados (conforme bibliografia de autoria dos 'dogmen' estadunidenses), além do combate entre cães. Com a fundação da raça Amstaff em 1936 e o direcionamento adotado para pista e companhia, as entidades cinófilas modernamente catalogaram a raça como oficialmente apta à caça apenas. Na prática o que temos é uma variedade de temperamentos que engloba cães pacíficos e belicosos, mansos e ferozes, apáticos e ativos, como muitas outras raças também o tem. Podem ocorrer indivíduos que reúnam as qualidades necessárias para atuarem como guardas eficazes, como competidores em esportes de proteção e obediência. No caso do canil Sacrata Foresta, direcionamos a criação para essas últimas funções, sendo que nas últimas gerações - a quinta - temos cães aptos que são filhos, netos e bisnetos de cães de guarda ou de alta adestrabilidade.

 

6. Quero um filhote de amstaff para guarda?

R: Nosso plantel é renovado com a introdução de filhotes produzidos e selecionados até os 60, 90 dias. Nossa experiência trouxe sucesso nas escolhas. Por isso podemos oferecer filhotes com predisposíção ao trabalho com grande chance de acerto. Sempre recomendamos aquisição de cães mais maduros. Um filhote Sacrata geralmente é filho de dois Sacratas, sendo que os quatro avós e os oito bisavós podem ter nascido aqui (serem Sacratas) ou sido conhecidos pessoalmente por nós ou até ter vivido ou treinado no canil.

 

7. Saber o que quer ao buscar um filhote de amstaff

R: Se a pessoa nos procura e pede um cão da cor x, sexo y, idade z, etc ele está fechando as possibilidades. O cliente tem todo o direito de definir o que busca. Para ter um cão descrito por cor e sexo vai levar a ter um adulto naquela cor e sexo, e só, tudo o mais que envolve um cão será indefinido, pois só se buscou pela cor, pelo gênero.

Jã quem pretende ser possuidor de um cão de guarda deve ter em mente apenas uma ou duas características prioritárias. Em primeiro virá toda uma lista de características psíquicas (temperamento, impulsos, autoconfiança, nervos) que eliminará da ninhada vários indivíduos e então teremos dois ou tres cães ótimos (além dos bons e promissores) para se escolher outras coisas como sexo e cor.

O que é recorrente é pedirem um cão cor "X" do sexo "tal", mas ao saberem a idade exigem um com 45 dias ou menos!!! Após 6 meses, retornam reclamando que "não faz guarda", ou "faz guarda" e queriam um "manso", é apático, ou "elétrico". Primeiramente não pediram um cão de guarda ou se pediram abriram mão por outro(não capacitado) pela aparência, em segundo, um cão não faz exatamente guarda efetiva antes de 12 ou 18 meses.

Ponha na 'balança mental' o que você pretende de mais importante no seu cão adulto.

 

8. Eu quero ver o pedigree dos pais!

R: Sem problema. Se a pessoa conhece os cães que figuram na árvore genealógica e entende muito da raça faz sentido consultar e analisar cada um dos antepassados. Some-se a isso a transmissibilidade de cada característica e a heterozigoze ou homozigoze. Ocorre que nada sabem, e olham pai e mãe pra se acercarem da futura 'beleza' do filhote quando adulto. Então se assegurar que existem os documentos dos pais e que o filhote será registrado é uma coisa; verificar o conteúdo é outra. Nós indicamos o link do pedigree on line para os interessados avaliarem os antecedentes, mostramos originais e garantimos em contrato a entrega do documento.

 

Leia também:

Amstaff 1 - a Raça

Amstaff 2 - Sacrata

 

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